Publicado em: 05-07-2026
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O Executivo angolano formalizou a abertura de um concurso público de ingresso externo para o sector da Saúde, com um total de 6.000 vagas distribuídas pelas Carreiras Especiais da Saúde, Regime Geral e Trabalhador Social. A decisão consta de um despacho conjunto dos Ministérios das Finanças, da Administração do Território e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, publicado no Diário da República no final de Junho.
O concurso está aberto a cidadãos de nacionalidade angolana, ficando de fora candidatos estrangeiros, quem já seja funcionário público, e quem submeta mais do que uma candidatura. Os requisitos variam conforme a carreira pretendida:
Não são admitidas candidaturas de quem apresente apenas uma declaração de frequência de curso em vez do certificado de habilitações, nem de licenciados que concorram a vagas da carreira de Apoio Hospitalar, entre outras situações previstas nas regras do concurso.
As candidaturas serão submetidas exclusivamente através de uma plataforma electrónica, durante um período de 15 dias úteis. A avaliação dos candidatos passa por análise documental e realização de provas, com excepção da categoria de Médico Assistente, cuja selecção se baseia apenas na análise dos documentos apresentados.
O processo é conduzido por comissões de júri compostas por cinco membros, entre os quais um representante dos sindicatos do sector. Estas comissões são responsáveis por coordenar as provas, publicar listas provisórias e definitivas, e decidir sobre eventuais reclamações dos candidatos, respeitando princípios de objectividade, rigor, transparência e imparcialidade.
A contratação dos Médicos Gerais e Internos de Especialidade cabe à Ministra da Saúde, que fará a colocação nas unidades sanitárias das províncias de acordo com as necessidades de recursos humanos identificadas pela Direcção Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Saúde. Já a admissão dos restantes profissionais de saúde poderá ser formalizada pela Ministra da Saúde e/ou pelos Governos Provinciais.
Só para a categoria de Médico-Geral/Interno de Especialidade, o Governo já publicou despachos conjuntos a atribuir quotas específicas a cada província, num total que ultrapassa as 2.900 vagas. As províncias com maior número de lugares atribuídos nesta categoria são o Zaire (439), o Huambo (438), o Uíge (367), a Huíla (361), e o Cuanza Sul, o Cuando e o Moxico Leste, estas três últimas com 350 vagas cada. As restantes províncias, incluindo Luanda, com 50 vagas, recebem quotas mais reduzidas dentro da mesma categoria.
Fonte: Diário da República
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